Tom G. Warrior sente falta de rebelião no metal atual e quer mais anarquia
Tom G. Warrior, fundador da Hellhammer e da Celtic Frost, afirmou que sente falta do espírito de rebelião que marcou o início do heavy metal e que o gênero ganharia em recuperar essa dose de anarquia. A declaração foi feita em entrevista ao Iblis Manifestations gravada ao vivo na Espanha. A conversa aconteceu em 18 de abril, durante o festival espanhol Winds of Agony, onde Tom G. Warrior se apresentou com o Trumph of Death, projeto que leva o repertório da Hellhammer aos palcos.
O músico associou o surgimento do metal a um impulso de reviravolta.
"Para mim, tendo crescido nos anos 70 e início dos 80, o heavy metal era muito uma expressão de anarquia de rebelião contra estruturas e contra quem quer te inibir, sejam políticos, pais, chefes ou professores", disse.
Para ele, o cenário atual exigiria a mesma reação, mas não a vê. "Os problemas não diminuíram. Há tantos quanto antes, ou talvez até mais. O mundo está completamente ferrado agora, mas não vejo tanta rebelião agora", observou.
Tom G. Warrior lembrou que na juventude, a música cumpria esse papel de válvula.
"Antigamente, costumava ser a música. A música era a expressão da frustração e da rebelião. Não tinhamos ilusão. Não achávamos que poderíamos mudar alguma coisa, mas também não queríamos ficar de boca calada", ressaltou.
"Não queríamos permanecer em silêncio. Queríamos dizer algo. É o nosso público devolvia isso. O nosso público também dizia algo".
Ele encerrou pedindo mais ousadia ao metal de hoje.
"Sinto falta desse senso de rebelião, porque ele seria apropriado hoje em dia. Olhe para o mundo. Talvez seja tão importante agora como nunca foi antes. E acho que o metal se beneficiária disso, em ter um pouco mais de aquarquia", concluí.
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