"Tem muito Slayer e Venom nisso, é insano": Rick Rozz comenta releituras de demos clássicas da Death e Mantas
O guitarrista Rick Rozz, ex - integrante da Death e da Massacre, falou sobre o novo projeto Left To Die durante entrevista ao programa The Zach Moonshine Show, da Metal Devastation Radio. O músico comentou especificamente o processo de recriação das antigas composições da Death e Mantas. As faixas estarão presentes no álbum "Initium Mortis", previsto para chegar em 17 de julho pela Relapse Records.
Além de Rick Rozz, a Left To Die reúne o baixista Terry Butler, também ex - Death e atualmente Obituary. Ao seu lado, também estarão Matt Harvey, da Exhumed e Gruesome, além do baterista Gus Rios, ex - Malevolent Creation. O disco prestará homenagem às origens extremas do Death Metal, trazendo novas gravações de músicas dos primórdios da Death e também da fase pré - Death, quando a banda ainda utilizava o nome Mantas.
Comentando como surgiu a idéia de gravar "Initium Mortis" Rozz fez questão de destacar o trabalho de seus companheiros.
"Tiro o chapéu para o Matt, o Gus e o Terry por tudo isso. Eles organizaram tudo. É basicamente uma mixagem atualizada. As músicas estão, eu diria, 90% como eram naquela época. O Matt realmente pesquisou profundamente todas aquelas demos antigas. Ele fez todo o trabalho, cara ... O Matt aprendeu todas aquelas músicas - e até mais - a partir das demos antigas".
O guitarrista também revelou surpresa com algumas das faixas escolhidas para o projeto.
"Ele puxou músicas que me fizeram dizer: 'Cara, sério? Foi insano, cara. Mais uma vez, tiro o chapéu para o Matt. E, claro, o Gus fez um grande trabalho, assim como o Terry. Eu só estava alí".
Segundo Rozz, o novo álbum mantém o espírito das gravações originais, mas com uma abordagem moderna.
"São basicamente todas aquelas músicas antigas das demos de 1983 e 1994 da Mantas e da Death regravadas. Não são exatamente iguais às versões antigas. Agora elas soam como uma demo moderna. Você tem que pensar que aquelas gravações da Mantas e da Death foram feitas em um rádio gravador, cara, do lado de fora da garagem, com uma toalha em cima".
Durante a entrevista, o músico também destacou as influências que percebeu ao revisitar aquelas composições décadas depois.
"É loucura. Eu não ouvia essas músicas há muito tempo. E pensei: 'Tem muito Slayer e Venom nisso, é insano'. Como eu disse, mais uma vez, mérito total do Matt por literalmente mergulhar naquela toca do coelho para aprender todas aquelas músicas antigas e ainda me mandar vídeos tocando para eu reapreender as faixas".
Além disso, Rick Rozz afirmou que o projeto nasceu totalmente da iniciativa de Matt Harvey.
"Isso surgiu completamente do nada para mim. Não foi minha idéia. De repente eu fiquei tipo: 'Ah ... okay'. Mas ficou matador. É honra tocar com Matt, Gus e Terry, além de revisitar músicas de 'Leprosy', 'Scream Bloody Gore' e agora essas demos antigas. Tudo isso é por respeito ao Chuck Schuldiner - e também ao Kam Lee. O Kam cantou 80% dessas músicas naquela época e ainda tocava bateria".
Por fim, Rozz elogiou intensamente a ética de trabalho dos colegas de banda e admitiu que possui uma postura muito mais relaxada em comparação aos demais integrantes.
"O Matt é praticamente o único motivo pelo qual esse disco existe. Ele é incrível. Um grande guitarrista, um grande showman e um cara fantástico. O mesmo vale para o Gus e para o Terry. Eles trabalham duro demais. Enquanto isso, eu fico tranquilo aqui com meus sete filhos peludos, uma tartaruga e alguns ovos de pássaro no quintal".
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