Celtic Frost - Monotheist (2006)


Quando a Celtic Frost lançou Monotheist em maio de 2006, as expectativas eram enormes. O retorno da banda após anos de silêncio carregava um peso imenso, não apenas por seu status lendário, mas também pela incerteza em torno de como seria o som de seu retorno. Naquela época, o metal já havia entrado em um período de rápida expansão, com inúmeras bandas elevando a tecnicidade, a intensidade e os valores de produção a novos patamares. Em vez de seguir essa direção, a Celtic Frost optou pelo isolamento, pela contenção e por uma atmosfera densa.

Só essa decisão já fez com que "Monotheist" se destacasse. Numa cultura cada vez mais viciada em nostalgia permanente, a jogada mais segura teria sido voltar com algo que ecoasse o passado com força suficiente para tranquilizar a todos de que a lenda ainda estava intacta. A Celtic Frost fez o oposto. Eles não voltaram para se reinventar, voltaram para confrontar a própria idéia do que um retorno deveria ser.

O som é pesado e sem magia, as estruturas são repetitivas e os arranjos minimalistas e a execução emocionalmente distante como limitações. 
Faixas como "Progeny", "Ground" e "Drown In Ashes", com sua fria referência ao gótico sombrio da década de 80, são opressivas, quase que intencionalmente resistentes à imersão. Até mesmo a atmosfera gótica do álbum, amplificada pelo contraste entre riffs sufocantes e passagens vocais assombrosas, parecia rejeitar qualquer tentativa de catarsi convencional.


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