30 anos do clássico "Panzerfaust" da Darkthrone


Antes da explosão no Black Metal, a Darkthrone lançou seu quinto álbum. Nada menos que Panzerfaust. Esse é o quinto álbum e também o quarto que aborda o Black Metal.

O nome do álbum faz referência a uma arma antitanque usada durante a Segunda Guerra Mundial pela Wehrmacht, na parte de trás da qual está escrito: "Darktrone não é de forma alguma uma banda nazista ou uma banda com inclinações políticas. Aqueles que ainda os credenciam, podem lamber a banda da Virgem Maria por toda eternidade".

Após seu "Unholy Trinity", composto pelos álbuns "A Blaze in the Northern Sky", "Under a Funeral Moon" e "Transylvanian Hunger", eles demonstram sua capacidade de criar atmosferas ásperas, frias e malignas, que continuaram em "Panzerfaust".

Sua primeira camada é um álbum de Black Metal que não mostra um membro de banda como em seus anteriores. Não presente, uma sinhueta é mostrada não apenas da floresta que se mistura com as árvores, já que tudo é visto com clareza e branco, sendo camuflado em meio à Natureza.

É um álbum melhor produzido que os anteriores e também mais elaborado. No entanto, Fenriz cuidou de todos os instrumentos, exceto a bateria, enquanto Noturno Culto cuidou apenas de dois vocais e da composição. Na sétima parte, porém, é a voz de Fenriz que se faz ouvir, dando um recital em sua língua nativa, com uma atmosfera criada por sintetizadores profundos. Vale notar, no entanto, que a mixagem é primitiva, com a voz se destacando mais do que os instrumentos.

Seu início se dá com o tema En Vind av Sorg, que possui um riff crú, mas ao mesmo tempo um tanto melancólico, que nos transporta para o frio no meio de uma floresta escura através de seus zumbidos de guitarra presentes ao longo do tema, para continuar com Triumphant Gleam, que soa mais selvagem e arrogante, com uma atmosfera intensa como se estivéssemos em um ambiente repleto de morte. Segue - se The Hordes of Nebulah, algo mais rítmico e simples que pode lembrar um pouco Celtic Frost, sendo um tema mais Doom que os dois anteriores.
Após a faixa citada, a quarta faixa é Hans Siste Vinter, que deixa aqueles riffs mais Doomy do antecessor, sendo um pouco mais melódico, mas ao mesmo tempo mais energéticos e selvagem que o anterior. 

Já na primeira metade do álbum, Beholding the Throne of Might, parece mais ameaçador, Darkthrone em sua forma mais pura. Uma música simples mas que demonstra puro poder. 
Depois disso, chega Quintessencd, uma música simples mais penetrante, com letras compostas pelo músico Varg Vikernes. É uma música que costuma ser considerada uma das melhores do álbum, e a voz soa como uma potência que mesmo com consonância com o riff da música, parece que o Noturno Culto está agonizando ou morrendo. Pra fechar o álbum, há a música Snø Granskog. Uma faixa bem diferente das anteriores, que serve como epílogo do álbum, composta à base de sintetizador e bateria onde podemos ouvir Fenriz recitando com muito orgulho em sua língua nativs, para então chegar ao silêncio culminante do álbum.

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